Capítulo 15: A Revolução da Longevidade: O Papel Estratégico da Fisioterapia na Atenção Integral ao Binômio Idoso–Cuidador
Sinopse
O envelhecimento populacional representa, sem dúvida, um dos maiores triunfos da humanidade, refletindo avanços significativos na medicina, no saneamento e nas condições gerais de vida. Contudo, esse fenômeno demográfico impõe desafios estruturais sem precedentes aos sistemas de saúde globais, exigindo uma ruptura com o modelo biomédico tradicional, focado na cura de agudizações, em favor de uma abordagem preventiva e de manutenção da funcionalidade.
A transição epidemiológica, caracterizada pelo aumento prevalente de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), coloca a Fisioterapia no centro das estratégias de saúde pública, não mais como uma disciplina meramente reabilitadora, mas como uma ciência vital para a promoção do envelhecimento ativo e sustentável.
Nesse contexto, o fisioterapeuta deve transcender a visão mecanicista do corpo idoso e adotar uma perspectiva biopsicossocial, compreendendo que a autonomia e a independência são os verdadeiros marcadores de saúde na terceira idade, muito mais relevantes do que a simples ausência de doenças.
A prática clínica contemporânea revela que o idoso não existe em um vácuo social. Ele está frequentemente inserido em uma rede de dependência, na qual a figura do cuidador — seja formal ou informal — desempenha um papel de suporte vital, atuando como o braço estendido da equipe de saúde no ambiente domiciliar.
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