Capítulo 3: Análise comparativa entre a evolução da Pirâmide Alimentar Brasileira e da Pirâmide Alimentar Americana
Sinopse
As pirâmides alimentares foram desenvolvidas como instrumentos de educação nutricional e de política pública para traduzir recomendações em linguagem acessível. Este estudo analisa origem, evolução histórica e reformulações recentes da Pirâmide Alimentar Brasileira e da Pirâmide Alimentar Americana, relacionando mudanças aos cenários nutricional e epidemiológico. Realizou-se revisão narrativa comparativa de documentos oficiais e literatura científica (2010–2026) em PubMed, Scopus e SciELO. Os modelos iniciais emergiram em contextos de preocupação com deficiência nutricional e prevenção cardiovascular, com forte ênfase na redução de gorduras e no controle calórico. Nas décadas seguintes, a aceleração da obesidade e de doenças crônicas não transmissíveis associadas a dietas ricas em ultraprocessados impulsionou mudanças conceituais e gráficas nos guias. Nos EUA, a edição 2025–2030 reintroduziu uma pirâmide invertida, priorizando proteínas, laticínios integrais e gorduras “de alimentos”, ao mesmo tempo em que declara limites inéditos a alimentos altamente processados. No Brasil, o Guia Alimentar (2014) consolidou ruptura ao deslocar o foco de nutrientes para alimentos e modos de comer, incorporando comensalidade e cultura alimentar.
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