Capítulo 4: A engenharia fonográfica e a prática coral como vetores de emancipação socioeducacional: o impacto longitudinal dos modelos MAEMI e MAIFE na educação básica
Sinopse
A consolidação da educação musical no ensino básico brasileiro exige a superação de um currículo estritamente teórico em favor de metodologias que integrem letramento acústico, performance coletiva e qualificação para a economia criativa. Este capítulo de livro analisa, de forma estruturada, a concepção e os resultados longitudinais de dois construtos pedagógicos autorais: o Modelo Araújo de Educação Musical Integrada (MAEMI) e o Modelo Araújo de Integração Fonográfica Educacional (MAIFE). A investigação fundamenta-se em um delineamento empírico misto aplicado entre 2015 e 2024 a uma amostra de aproximadamente 3.000 estudantes das redes públicas e confessionais do Rio de Janeiro. O estudo explora a epistemologia do canto coral como microssociedade democrática, a introdução de Estações de Trabalho de Áudio Digital (DAWs) como ferramentas de ensino de física ondulatória e a estruturação de campanhas de direitos humanos por meio da composição fonográfica. Os dados atestam que a fusão entre rigor sinfônico, tecnologia de estúdio e responsabilidade humanitária resultou em uma redução de até 40% na taxa de evasão escolar, impactando mais de 10.000 alunos ao longo de 25 anos de implementação contínua. Conclui-se que o educador musical contemporâneo atua como um administrador de ecossistemas culturais, orquestrando habilidades socioemocionais e técnicas essenciais à profissionalização juvenil.
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